Um pouco de cavalgadas


     O início de nossa paixão por cavalos teve como uma das vertentes alguma das inúmeras cavalgadas da chama crioula das quais participamos.
É bem verdade que um de nós, mais vivido e formador de princípios, tinha uma paixão a ser resgatada, adormecida talvez há 40 ou 50 anos...

     Não se sabe se essa latência teve início por contingências da vida, já que o filho mais velho dos sete que tiveram “Seu Édi” e “Dona Clair” muito cedo saiu do “Pedregal“ (3º. Distrito de Piratini RS) para estudar em Canguçu RS e depois em Pelotas RS, e, por tal motivo passou a viver longe das domas. Lida braba onde a primeira montaria era dentro do “arroio” para reduzir um pouco o efeito do tombo, isso mesmo, porque nos idos de 1955 nem se falava em cavalo que não fosse domado na velha doma “da força”.

     Não se sabe, mas talvez essa distância decorresse de estar ocupado ganhando a vida e formando “caráteres”, já que só deu pra botar o pé no sonho da terra depois de mais de mais de 30 anos de trabalho duro! O certo é que, mesmo tentando disfarçar, se perguntarmos para os mais próximos sobre sua paixão pelos crioulos do Veio D´Água... Como diria o nosso primo Tiago Rosa no dia que o Padre casou o “munheca”: “Tá pelado !!” (está fisgado, preso, entregue !). Já o menos vivido tinha tudo pra ser um “guri de apartamento”. Botou a primeira bombacha por gosto próprio bem depois dos 18. (os bailes infantis do 20 de Setembro C.T.G. vestido pela mãe não contam).

     E mais!! O tal do crioulo pegou o “galo” de uma maneira que largou o início de uma profissão (já com faculdade) para estudar veterinária. Já eu, o mais ou menos vivido, posso dizer que a paixão por cavalos surgiu em uma das várias cavalgadas que participei.

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