Foram alguns anos onde os melhores dias estavam no lombo de cavalos emprestados por amigos queridos. Mais uma lição aprendida com gente do cavalo: “só não dá carona quem nunca pegou uma”, por isso a regra de que mulher, carro e dinheiro não se emprestam não pode ser aplicada a um bom cavalo para um amigo.

     Muitos foram os companheiros de “trecho” nas Cavalgadas da Chama Crioula: Nenéu, Raulzinho, Mauro Castro, Marcos Vargas (esse veio um ano de Singapura apenas para a cavalgada), Tormenta Seca, Gringo Nani, Idu, Beto Reuter, Rodrigo, Tonho e o motora “Magaiver” (estes 4 últimos vieram de Campo bom/RS nos acompanhar), Ronaldo, Luizinho, “Seu Jair” , Danilo, Márcio, Fernando, Fernando Corral, Otávio e Danilo Vaz, Verli, Picoti, os cozinheiros JC, Rodrigão e Mamute, Alemão, Kerlon, João Luiz e muitos outros cujos nomes agora me falha a memória...

     Dois companheiros especiais merecem destaque: Vinícius e Léo, os dois começaram a ir na cavalgada da chama com 6 anos de idade. Companheiros de fé esses dois ! Me orgulha saber que darão continuidade a essa tradição gaúcha e ao sadio e amigo convívio das cavalgadas!

     Muitas foram as vilas, povoados e cidades por onde passamos e ficamos orgulhosos dos aplausos, cumprimentos, além dos olhares nas praças (mais que isso a censura corta)... Vários foram os companheiros que me levaram mas um, em especial, merece referência: um tordilho mestiço que carinhosamente apelidei de “Zé Alfredo” em homenagem ao grande amigo e gente que hoje não mais aqui está. Esse tordilho era mais que um cavalo, era um companheiro inseparável, daqueles que busca a volta pra não deixar o companheiro “das tontura” cair e olhem que não foi uma nem duas !

     Chamou tanto a atenção do amigo Nenéu que até hoje me pergunta por ele. E falando no Nenéu... foi ele quem me ensinou que o “trecho”(nome que damos ao período e caminho que fazemos com os demais cavaleiros) é um mundo a parte onde as horas passam bem devagar, onde o peão, o patrão e o capataz proseiam de igual pra igual, onde todos se ajudam, onde o respeito e culto a nossa história de povo a cavalo parece que deixa o espírito mais forte, em especial por que de a cavalo estamos mais perto de Deus.

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