Poucas são as oportunidades nos dias de hoje onde mais dependemos do cavalo do que em uma viagem. Felizes daqueles que puderam, podem ou poderão viver isso.

     Foi em um setembro frio há alguns anos atrás que estava eu em São Vicente do Sul rumo a Santiago montado noutro tordilho cedido de bom gosto pelo sogro Macarrão. Tordilho de desfile que não sabia eu tinha um costume de testar o paisano na primeira montada. Mais por sorte do que por campeiro apertei os arreios quase dividindo o tordilho ao meio. Quase que a balda se transforma em corcoveada e graças ao santo que protege as crianças e os com tontura deu tudo certo. O “Pai João” lembra bem dessa história.

     Foi nessa mesma cavalgada que o “Seu Joaquim” apertava um limão na boca por volta das 8h da manhã. Comida pesada foi o carreteiro da noite passada! Não resisti vendo a cena e dei de mão na guampa de canha e na rapadura de leite e de pronto ofereci ao Seu Joaquim dizendo: “Não desperdice o limão seu Joaquim! tome um gole de pura e dê uma ruída nessa rapadura que tá feita a caipira!”. Era a mensagem que a famosa “abertura dos trabalhos de tontura” inspiradora da trova daria o ar da graça. Ficou um registro desses dias: Que turma gaúcha essa de Santiago! organização militar, assado de primeira e muita história boa pra contar !

     Há não mais que três anos tive a oportunidade de levar alguns amigos de hoje na cidade para uma cavalgada. Comemos espinhaço com batata feito pelo Tio “Tonão”, um assado de cordeiro feito pelo “morinho” e com a modernidade presente não apenas a pura nos tentos nos inspirava, mas volta e meio o “munheca” e o Fernando nos gelavam a guela. Estava lá o Sandro, Fábio, Amorim, Adriano, Ferinha (hoje Roberto). A inspiração foi tão grande que faltou coca-cola na janta... Chegaram todos bem mesmo com três belas figueiras plantas ao longo dos 45 km feitos em um dia quente na 1ª. Capital Farroupilha.

     Um fato merece registro: Saímos por volta das 8 h da manhã e não houve o que fizesse o cusco Mossoró desistir de nos acompanhar. Não sabia ele que era tão longe em estrada de terra, tampouco que algum indivíduo mais afoito iria ajudar a que uma das éguas machucasse sua pata. Sem problema: foi ele de a cavalo por 25 Km... E faceiro!

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